Alemão Batata
Ultimamente tenho me perguntado porque raios eu continuo estudando alemão. Sinto que tenho regredido progressivamente nos últimos semestres, porque não nunca tempo de fazer os trabalhos. Hoje, por exemplo, saí do trabalho e estava uns 25 graus na rua. Finalmente, depois de meses andando encasacada, voltei a pé sem casaco (que eu já nem tinha levado de manhã). Está tudo florido. Cheguei em casa e, em vez de fazer os trabalhos de alemão (preparar um discurso sobre um tema da minha escolha, que foi televisão pública, porque eu sou dorky mesmo), fui dar uma caminhada pelo bairro, depois passei no Y, depois vim pra casa comer e assistir Friends (maldito vício alimentado pela coleção da Gabi). Só depois das 11:30 que pensei,
"hum, bem que eu podia tentar preparar o discurso". Escrevi duas frases e estou morta de sono. Simplesmente não consigo falar sobre um assunto mais complexo que a roupa que vou vestir, o que comer, essas coisas triviais. Como eles não fazem provas aqui, simplesmente parei de progredir, mas continuei me matriculando no nível seguinte a cada semestre. Agora estou no último semestre de gramática e não consigo dizer coisa com coisa, não me lembro mais do que que é die, der oder das, misturo tudo, um caos. E nem sei mais pra que eu queria aprender alemão mesmo... Acho que só para saber outra língua.
2 Comments:
Eu estudei um semestre de alemão, muito, mas muito tempo atrás, em Porto Alegre. Curiosamente, não faz dez minutos que eu estava tentando lembrar como é "onze" e "doze" em alemão, por absolutamente nenhum motivo (os outros números eu lembro); segundo o Babelfish, é "elf" e "zwölf", e realmente eu não lembrava.
Fora os números, eu só lembro de algumas frases malucas que o livro usava como exemplos; Ich voch moch in Köln chemie studieren, por exemplo. Não sei porque é que tem neurônios meus sendo ocupados com isso, ao invés de coisas mais úteis como, por exemplo, lembrar que dia vence a conta do cartão de crédito...
Boa sorte com o discurso!
-Wilson
Quem sabe essa coisa de esquecer o que já aprendeu não é hereditária?
Fiz seis semestres de alemão e não sou capaz de comprar pão em Bremen sem me atrapalhar toda. Se não fosse a capacidade de gesticular, apontar e misturar outras linguas, não sei não, o que seria.
Ou será que hereditária é essa mania de empurrar as coisas chatas com a barriga e fazer primeiro as bem boas? Infelizmente esse não é um legado meu...
Ein Kuß, Mutter
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